ESCOLA PAMPILHOSENSE FOI PALCO DA PRIMEIRA ACÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE JURISTAS Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por António Amaro Rosa   


Os estudantes, professores e pais pampilhosenses foram os beneficiários da primeira acção pública realizada pela Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) que desta forma pretendeu associar-se ao Dia do Estudante, celebrado a 24 de Março.


A acção da AJPS agendada para este dia foi composta por duas iniciativas distintas. A primeira consistiu na oferta do novo Cartão do Cidadão a vários alunos do Agrupamento Vertical Escalada de Pampilhosa da Serra. Assim, na manhã do dia 24 de Março, um grupo de 11 alunos do 4.º ano de escolaridade foi brindado com a oferta do novo documento de identificação civil, emitido localmente pela conservatória de Pampilhosa da Serra. A emissão dos cartões do cidadão teve o apoio financeiro da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, no âmbito do protocolo que virá a ser assinado entre a AJPS, a escola pampilhosense e a autarquia local.
Já a segunda iniciativa teve lugar no período da tarde e consistiu numa acção de formação ministrada por Armando Ramos, inspector da Polícia Judiciária e membro da Direcção da AJPS, a qual teve como seus destinatários alunos, professores e encarregados de educação do Agrupamento Vertical Escalada. Estiveram presentes alunos do Curso de Educação e Formação, assim como alunos do 9.º ao 12.º ano de escolaridade, num total de 53 discentes, acompanhados pelos respectivos professores. Igualmente presentes estiveram Ana Paula Charruas (directora da escola pampilhosense), Felisberto Pinto (presidente da Direcção da associação de pais local) e Alexandra Tomé (Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra). A acção em causa cativou o público presente, sendo que alunos e professores colocaram diversas perguntas tanto no decorrer da apresentação como no seu fim.
Durante a apresentação, o inspector Armando Ramos referiu que os pais muitas vezes não se interessam minimamente por aquilo que os filhos vêm nos seus computadores, já que na maioria das vezes aquele aparelho está instalado nos seus próprios quartos, deixando-os assim sem qualquer tipo de controlo quanto aos conteúdos acedidos ou quanto ao tempo de navegação. Quando verificam que os filhos estão a jogar e lhes perguntam que tipo de jogos se tratam, os menores referem que são jogos de estratégia. Contudo, analisando esses jogos verifica-se que todos eles são compostos por uma área que contém um mapa do jogo, uma parte que contém ferramentas que os personagens podem usar e ainda uma área de conversação (“chat”) que permite falar com outros jogadores em rede.
Contudo, alertou o inspector da Polícia Judiciária, não se tratam de verdadeiros jogos de estratégia, porque todos eles têm como objectivo derrubar o adversário, matando personagens das mais diversas maneiras, sendo que certas personagens quando mortas dão mais pontos que outras, como é o caso de matar um polícia. Neste ponto, Armando Ramos frisou ao público presente que os jovens têm uma moral na vida real e uma amoral no jogo. “O que eles não podem fazer na vida real fazem-no nos jogos”, acrescentando, por outro lado, que «transportam» muitas vezes os movimentos agressivos dos jogos para com os colegas e professores, o que actualmente se designa por ‘bullying’”.
O formador salientou ainda que a dependência dos jogos faz com que os jovens se isolem e não convivam com outros colegas, levando isto ao ponto de não se conseguirem identificar as emoções das outras pessoas. Abordou ainda o caso dos casinos virtuais, os quais podem levar os seus utilizadores a ficarem viciados no jogo e a continuar a fazer o mesmo na vida real.
Por fim, foram ainda abordados os diversos tipos de crime informáticos assim como os crimes praticados por via informática, tendo a audiência expressado a sua admiração quando Armando Ramos esclareceu aos presentes que a maioridade penal se atinge aos 16 anos, idade a partir da qual os jovens já são imputáveis e poderão ser condenados criminalmente.

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