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Sociedade

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BEIRA SERRA E ZÊZERE OFIÚSICO INTERIORIDADE E HISTÓRIA


José Duarte Nogueira Professor Universitário

 

SUMÁRIO: 1.Introdução. Considerações gerais. 2. Poder central e local. Quadro histórico de fundo. Poder local e interioridade. 2.1.Centralis- mo: vector político. 2.2. Centralismo: vector eco- nómico. 2.3 Localismo: a ideia de unidade.

 

1. A região  adiante  designada  Beira-serra  e Zêzere ofiúsico 1, tem sido em múltiplos campos uma deserdada crónica no todo nacional. Não a única certamente, mas sem dúvida uma das que seguem heroicamente na vanguarda do desinteresse do poder central pelo interior. A ombrear tal- vez apenas certas partes do interior transmonta- no, mas nestas o quadro geográfico natural, mais aberto e permeável ao contacto com o exterior, atenua ao menos na aparência o desvalimento.

O presente texto constitui a primeira parte de um outro mais vasto, no qual se procuraram fixar diferentes vertentes do percurso da região e a propósito delas, refletir sobre aspetos da sua idiossincrasia e problemas que a afeitaram historicamente e afetam na atualidade, tendo em vista o futuro difícil que se avizinha. Para alem de aspetos históricos inclui portanto também considerações de outra natureza.

Misturar investigação histórica com considerações de diferente natureza, designadamente politicas, económicas e sociais, pode parecer despropositado.

1 Mais à frente definimos o sentido geográfico da expressão.

Não o temos por evidente, pois a História, mesmo quando não e objetivo em si, e excelente suporte para refletir sobre múltiplas questões da vida dos povos. Uma das insuficiências modernas– admitimos que não exclusiva do caso o português, sendo porem certo que outros Estados manifestamente não navegam em tal área - e aliás, a pouca atenção ao conhecimento da História, quer a do próprio povo, quer a dos demais. No nosso caso não tanto por vontade individual – presumimos mas mais pela configuração com que o ensino oficial foi disponibilizado durante décadas e por uma lenta mas persistente modificação induzida na perceção social da importância relativa das diferentes áreas formativas das quais saem usualmente parte significativa dos futuros políticos. Em ambos os casos por razoes de natureza marcadamente ideológica.

No que respeita a configuração do ensino, por- que desde há algumas décadas o conhecimento histórico passou a ser feito, não como conheci- mento sequencial e evolutivo do percurso dos povos, das pessoas, do pensamento, das crenças e motivações, mas predominantemente como conhecimento dos factos sociais. Ao mesmo tempo que aquele era desvalorizado, tido por menos útil ou desajustado face a uma certa ideia de modernidade, o segundo era apresentado como determinante para a formação intelectual. Na história das sociedade não seria relevante o contributo

das  pessoas,  motivações  e  formas  de  pensar, mas sim os factos sociais e estes teriam na base comportamentos coletivos, em particular os economicamente determinados. Conhecidos estes, a História seria compreendida no que de essencial e relevante tinha para o presente e futuro. Dai uma certa desvalorização da visão sequencial e cronológica, sem a qual o decurso histórico per- de sentido e ate atratividade para a generalidade das pessoas. Por outro lado, também a noção de que o passado tem algo a ensinar ao individuo em termos comportamentais foi negligenciada, substituída pela ideia de que os comportamentos são o reflexo de dados a priori condicionados pelas leis económicas e sociais.

Para continuar a ler o artigo, deve adquirir a Revista "Terra de Lei"

José Duarte Nogueira, nasceu em Durban na África do Sul em 1954, tendo raízes familiares em Dornelas do Zêzere (Pampilhosa da Serra) e Colmeal (Góis). Licenciado e Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professor Catedrático em funções na mesma Faculdade e na Universidade Lusiada de Lisboa da qual é diretor. Advogado. Tem obra publicada na área da Historiografia jurídica, Direito Romano, Filosofia do Direito, Interioridade e Municipalismo.

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